quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Caetano Veloso - Paloma

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Into the Wild - Sean Penn

"Deixara de acreditar nas ciências tradicionais, desde que se sentara em frente de uma montanha e gritara morango e a montanha lhe devolvera cinquenta alperces, e ele gritara vermelho e a montanha lhe devolvera rosa rosa rosa, um rosa cada vez mais ténue.


Fora viver para a região das neves eternas. Ali ficara anos e anos a explorar aquela imensidão gelada, como o branco nos olhos."


Jorge de Sousa Braga

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Regressar


Só tenho uma ponta de 
cigarro para fumar
E para apaga-la:
todo o mar

Jorge de Sousa Braga
Sagres de Boca do Inferno em  O Poeta Nú

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Passarinhos de gaiola

-  Tenha uma vida longa, mas não aqui por favor. Incomoda-me pelas piores razões. É intragável. Mal formado. Falso beato. Mentiroso.  Só olhar para si é um sacrifício e quando abre a boca até a forma como pronuncia as palavras me enjoa. Ainda não reparou como é pequeno, limitado, mentalmente provinciano.   Patético




 


Ar

Air " Ce matin la"

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Zen de Fevereiro



Quando me levantei
já as minhas sandálias andavam
a passear lá fora na relva

Esta noite
até os atacadores dos sapatos
floriram


Jorge de Sousa Braga ,
Gerês de Os Pés Luminosos em O Poeta Nú 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Retrato à Sexta

Fomos apanhadas pela jakie na fábrica e saíu isto

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Efeito Teia

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Prazer é...

aquilo que me está a aquecer agora....


UI!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Zen do Dia




Depois de um longo dia de trabalho, o marido senta-se à mesa para jantar e pergunta à mulher:

- Sirvo-te?

- Ás vezes....


sábado, 26 de janeiro de 2008

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Primeiro Dia

A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

Sérgio godinho

Zen do Dia



A um Poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.

Olavo Bilac

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Porque é assim

Não sou bruta.

Sou directa.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Saudades



domingo, 20 de janeiro de 2008


Tudo o que é difícil vale a pena?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

                 "Mais vale ser temido, que amado" 

                     " O Príncipe",  Maquiavel, 1513



Não gosto que me coloquem na posição de ter de exigir, controlar. De dizer sim só porque sim. Não gosto de ser obrigada a obrigar.  Chateia-me. É incomodativo e embaraçante para as duas partes. Dá trabalho acrescido, não basta já o que tenho? 

Gosto de trabalhar em equipa AKA cada um no seu domínio. Dá-me mais pica. Gosto da interacção, do brainstorming, de ideias, de trocas. De toda a democracia que esse exercício, essa troca, gera...é pedir muito?


por isso.... pelo amor ou desamor. Cada um  que escolha . Porque sei, quero e posso decidir.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Zen do Dia

Don´t walk in front of me, I may not follow.
Don´t walk behind me, I may not lead.
Just walk beside me.

Albert Camus

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Dias entre tantos

Nos entretantos, vivem-se dias como tantos outros e entre tantos

sábado, 12 de janeiro de 2008

(En)Joy

john mclaughlin  e shakti 

"joy"

Fechem os olhos e viagem até esses cheiros

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Zen do Dia


              Foto: Sebastião Salgado
 


             Quando eu morrer voltarei para buscar
        Os instantes que não vivi junto ao mar

Sophia de Mello Breyner Anderson


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Palitinho e Fosforina apaixonados


Palitinho amava Fosforina
gostava muito dela
Com a sua figura franzina
que quente era ela

















Mas seria amor ardente
o de uma fósfora e de um palito?
Pois muito literalmente
incendiou-se o pauzito













A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Estórias

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Zen da Semana

O senhor Valéry gostava muito de café. Para o senhor Valéry trabalhar e beber café eram a mesma coisa. O seu trabalho, a partir de certa altura, era beber café.
Ele costumava dizer:
- Sem café não consigo trabalhar - e quem o ouvia julgava-o dependente dessa substância para fazer uma outra coisa.
Mas não.
O senhor Valéry explicava:
- Um corpo é tanto mais exacto quanto menos tarefas faz.
E clarificava ainda, exibindo as ideias filosóficas de que tanto se orgulhava:
- Uma causa vale menos do que um efeito e um efeito vale menos do que um acontecimento sem causa.
Por isso ele agia sem pensar nos efeitos da sua acção. Agia porque gostava da acção que fazia. E bastava-lhe.
O senhor Valéry, decidiu, então, desenhar uma chávena de café para provar a sua teoria.



Depois de acabar o desenho, ele disse para si próprio:

- Há dias em que não percebo nada de mim.

E como se encontrava confuso, o senhor Valéry decidiu ir beber um outro café.

-É uma maneira de resolver as coisas - pensava.


O Senhor Valéry, de Gonçalo M. Tavares