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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Why Do I Desire

Why do I desire
What I do not need?
Why does my soul, like fire,
Or a hot abstract greed,
Seek all that is higher?

Why, if not because
It is a soul?
Who can know the cause
When it lies in its whole
Hidden in laws?

Yet this matters not.
What matters is pining
And that stress of thought
That comes of diving
What to wish that may not be got.


Fernando Pessoa in Poemas Ingleses - Pessoa Inédito

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O Guarda Rios

É tão difícil guardar um rio
quando ele corre
dentro de nós

Jorge de Sousa Braga, in Os Pés Luminosos

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Zen do dia

quarta-feira, 12 de março de 2008

À sombra da bananeira

Daqui a 20 dias vou estar ali, naquela rede. Por um mês. INTEIRO!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Zen de Março


Respirar

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Regressar


Só tenho uma ponta de 
cigarro para fumar
E para apaga-la:
todo o mar

Jorge de Sousa Braga
Sagres de Boca do Inferno em  O Poeta Nú

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Passarinhos de gaiola

-  Tenha uma vida longa, mas não aqui por favor. Incomoda-me pelas piores razões. É intragável. Mal formado. Falso beato. Mentiroso.  Só olhar para si é um sacrifício e quando abre a boca até a forma como pronuncia as palavras me enjoa. Ainda não reparou como é pequeno, limitado, mentalmente provinciano.   Patético




 


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Zen de Fevereiro



Quando me levantei
já as minhas sandálias andavam
a passear lá fora na relva

Esta noite
até os atacadores dos sapatos
floriram


Jorge de Sousa Braga ,
Gerês de Os Pés Luminosos em O Poeta Nú 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Zen do Dia




Depois de um longo dia de trabalho, o marido senta-se à mesa para jantar e pergunta à mulher:

- Sirvo-te?

- Ás vezes....


quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Zen do Dia

Don´t walk in front of me, I may not follow.
Don´t walk behind me, I may not lead.
Just walk beside me.

Albert Camus

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Morais Sarmento, o africanista



" Num anterior post mostrei o Hotel que o ex-ministro Morais Sarmento tem na praia do Tofo, em Moçambique. Um familiar do antigo proprietário, o empresário moçambicano Zaid Aly, disse-me que o Hotel foi vendido por bom preço por estar junto à praia, cuja costa tem grandes problemas de erosão. "Não vai durar muito", realçou. O Hotel está muito perto da areia da praia, havendo entre eles um declive de dois metros de altura. Pensei para com os meus botões: "Morais Sarmento não deu por isso?" Como se junta uma boa compra a um grande problema e sair a ganhar? Resolvendo o ponto negro do negócio: a erosão. A solução tem contornos intercontinentais. Neste momento está na Praia do Tofo o Eng.º Silva Pinto, o técnico que fez os estudos da construção do paredão nesta praia há várias décadas e que protegeu a orla marítima da erosão durante muito tempo. Hoje, há apenas vestígios e o mar avança terra adentro.
Morais Sarmento disse à imprensa moçambicana que o Eng.º Silva Pinto "pretende colaborar com as autoridades locais a encontrar uma solução para a grave situação de erosão" no Tofo. Numa perspectiva empresarial, para a zona do seu Hotel e arredores. E quem está com o ex-ministro da Presidência do PSD? O ex-ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente também do PSD. Isaltino Morais vai estar em Inhambane e no Tofo ainda esta semana. O actual presidente da Câmara de Oeiras vai preocupado. É notório. Presume-se que foi desde que Morais Sarmento, seu amigo e colega, o informou da situação. Por isso, vai ajudar o Município de Inhambane a proteger a praia do Tofo, que fica a 22 quilómetros da cidade.
Mas falta o dinheiro. De onde vem o capital? Aqui o círculo começa a fechar-se. Acontece que o eng. Pinto Teixeira tem o pelouro da África Austral na Comissão Europeia. Nesta condição, vai sensibilizar Bruxelas e pedir fundos que permitam salvar um dos santuários turísticos de Moçambique. Morais Sarmento disse à imprensa moçambicana que Pinto Teixeira "é uma pessoa sensível a questões ambientais." Final da estória: os três portugueses passam a salvadores da Praia do Tofo e Morais Sarmento, como bónus, fica com um Hotel a valer muitas vezes mais. Genial. Mas o ex-ministro não pára. Já está a preparar novas iniciativas empresariais, depois de ter perdido a "Casa do Capitão", em Inhambane, para uma empresa de capitais moçambicanos e sul-africanos. Ao cair nas boas graças do poder local e central, Morais Sarmento tem o Tofo à sua disposição. E não só. Em breve se saberão mais notícias deste novo africanista, capitalista "da amizade, da lusofonia e da CPLP." A questão politica que se põe é: no seu hotel, e nos "futuros empreendimentos", Morais Sarmento fará escola ao ensinar à juventude social-democrata os caminhos do grande “business”? É óbvio que o futuro está nas novas gerações. E que o poder, além de ser um afrodisíaco potente, é também gerador de empresários de sucesso, como se vê. Porque será"

Post de António Oliveira.