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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Zen do Dia

                                   Pollock "The she Wolf"


"O mundo não é verdadeiro, mas é real"

Fernando Pessoa, "O livro do Desassossego"

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Palitinho e Fosforina apaixonados


Palitinho amava Fosforina
gostava muito dela
Com a sua figura franzina
que quente era ela

















Mas seria amor ardente
o de uma fósfora e de um palito?
Pois muito literalmente
incendiou-se o pauzito













A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Estórias

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Zen da Semana

O senhor Valéry gostava muito de café. Para o senhor Valéry trabalhar e beber café eram a mesma coisa. O seu trabalho, a partir de certa altura, era beber café.
Ele costumava dizer:
- Sem café não consigo trabalhar - e quem o ouvia julgava-o dependente dessa substância para fazer uma outra coisa.
Mas não.
O senhor Valéry explicava:
- Um corpo é tanto mais exacto quanto menos tarefas faz.
E clarificava ainda, exibindo as ideias filosóficas de que tanto se orgulhava:
- Uma causa vale menos do que um efeito e um efeito vale menos do que um acontecimento sem causa.
Por isso ele agia sem pensar nos efeitos da sua acção. Agia porque gostava da acção que fazia. E bastava-lhe.
O senhor Valéry, decidiu, então, desenhar uma chávena de café para provar a sua teoria.



Depois de acabar o desenho, ele disse para si próprio:

- Há dias em que não percebo nada de mim.

E como se encontrava confuso, o senhor Valéry decidiu ir beber um outro café.

-É uma maneira de resolver as coisas - pensava.


O Senhor Valéry, de Gonçalo M. Tavares