terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Passarinhos de gaiola

-  Tenha uma vida longa, mas não aqui por favor. Incomoda-me pelas piores razões. É intragável. Mal formado. Falso beato. Mentiroso.  Só olhar para si é um sacrifício e quando abre a boca até a forma como pronuncia as palavras me enjoa. Ainda não reparou como é pequeno, limitado, mentalmente provinciano.   Patético




 


Ar

Air " Ce matin la"

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Zen de Fevereiro



Quando me levantei
já as minhas sandálias andavam
a passear lá fora na relva

Esta noite
até os atacadores dos sapatos
floriram


Jorge de Sousa Braga ,
Gerês de Os Pés Luminosos em O Poeta Nú 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Retrato à Sexta

Fomos apanhadas pela jakie na fábrica e saíu isto

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Efeito Teia

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Prazer é...

aquilo que me está a aquecer agora....


UI!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Zen do Dia




Depois de um longo dia de trabalho, o marido senta-se à mesa para jantar e pergunta à mulher:

- Sirvo-te?

- Ás vezes....


sábado, 26 de janeiro de 2008

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Primeiro Dia

A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

Sérgio godinho

Zen do Dia



A um Poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.

Olavo Bilac

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Porque é assim

Não sou bruta.

Sou directa.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Saudades



domingo, 20 de janeiro de 2008


Tudo o que é difícil vale a pena?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

                 "Mais vale ser temido, que amado" 

                     " O Príncipe",  Maquiavel, 1513



Não gosto que me coloquem na posição de ter de exigir, controlar. De dizer sim só porque sim. Não gosto de ser obrigada a obrigar.  Chateia-me. É incomodativo e embaraçante para as duas partes. Dá trabalho acrescido, não basta já o que tenho? 

Gosto de trabalhar em equipa AKA cada um no seu domínio. Dá-me mais pica. Gosto da interacção, do brainstorming, de ideias, de trocas. De toda a democracia que esse exercício, essa troca, gera...é pedir muito?


por isso.... pelo amor ou desamor. Cada um  que escolha . Porque sei, quero e posso decidir.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Zen do Dia

Don´t walk in front of me, I may not follow.
Don´t walk behind me, I may not lead.
Just walk beside me.

Albert Camus

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Dias entre tantos

Nos entretantos, vivem-se dias como tantos outros e entre tantos

sábado, 12 de janeiro de 2008

(En)Joy

john mclaughlin  e shakti 

"joy"

Fechem os olhos e viagem até esses cheiros

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Zen do Dia


              Foto: Sebastião Salgado
 


             Quando eu morrer voltarei para buscar
        Os instantes que não vivi junto ao mar

Sophia de Mello Breyner Anderson


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Palitinho e Fosforina apaixonados


Palitinho amava Fosforina
gostava muito dela
Com a sua figura franzina
que quente era ela

















Mas seria amor ardente
o de uma fósfora e de um palito?
Pois muito literalmente
incendiou-se o pauzito













A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Estórias

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Zen da Semana

O senhor Valéry gostava muito de café. Para o senhor Valéry trabalhar e beber café eram a mesma coisa. O seu trabalho, a partir de certa altura, era beber café.
Ele costumava dizer:
- Sem café não consigo trabalhar - e quem o ouvia julgava-o dependente dessa substância para fazer uma outra coisa.
Mas não.
O senhor Valéry explicava:
- Um corpo é tanto mais exacto quanto menos tarefas faz.
E clarificava ainda, exibindo as ideias filosóficas de que tanto se orgulhava:
- Uma causa vale menos do que um efeito e um efeito vale menos do que um acontecimento sem causa.
Por isso ele agia sem pensar nos efeitos da sua acção. Agia porque gostava da acção que fazia. E bastava-lhe.
O senhor Valéry, decidiu, então, desenhar uma chávena de café para provar a sua teoria.



Depois de acabar o desenho, ele disse para si próprio:

- Há dias em que não percebo nada de mim.

E como se encontrava confuso, o senhor Valéry decidiu ir beber um outro café.

-É uma maneira de resolver as coisas - pensava.


O Senhor Valéry, de Gonçalo M. Tavares

Rock N Roll Suicide


Time takes a cigarette, puts it in your mouth
You pull on your finger, then another finger, then your cigarette
The wall-to-wall is calling, it lingers, then you forget
Ohh how how how, youre a rock n roll suicide

Youre too old to lose it, too young to choose it
And the clocks wait so patiently on your song
You walk past a cafe, but you dont eat, when youve lived too long
Oh, no, love, youre a rock n roll suicide

Chev brakes are snarling, as you stumble across the road
But the day breaks instead so you hurry home
Dont let the sun blast your shadow
Dont let the milk float, ride your mind
Youre so natural - religiously unkind

Oh no love! youre not alone


Youre watching yourself but youre too unfair
You got your head all tangled up but if I could only
Make you care
Oh no love! youre not alone
No matter what or who youve been
No matter when or where youve seen
All the knives seem to lacerate your brain
Ive had my share, Ill help you with the pain
Youre not alone

Just turn on with me and youre not alone
Lets turn on with me and youre not alone (wonderful)
Lets turn on and be not alone (wonderful)
Gimme your hands cause youre wonderful (wonderful)
Gimme your hands cause youre wonderful (wonderful)
Oh gimme your hands...

The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars, 1972

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Massive Attack - Angel


não tenho medo

Me and my Mac


Once you go Mac, you will never come back

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Zen do Dia

Sinto-me como o papel higiénico.
Onde há merda, estou lá para limpar.