segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mind Games

E se parasse com porcarias e fosse procurar algo mais rentável para a sua miserável existência?

A diferença entre si e eu, é muito simples: eu sei em quem confiar e só devo algo a mim própria.

domingo, 9 de novembro de 2008

Lado B

Estou rodeada de grandes mulheres. Sempre soube disso, e cada vez atraio para o meu círculo (ou sinto-me atraída), mais e mais mulheres grandes, como a vida. Sábado fui com a S. distribuir a cesta básica à população mais afastada de STP (vila malange). Não falam português, não têm electricidade, canalização. Vivem num local paradisíaco para mim que tenho meio de deslocação. É verdade que não passam fome, é verdade que nota-se que as crinaças são felizes, mas é sempre um choque perceber que se alguém tem um problema de saúde ou precisa de algo que a natureza não possa providênciar, estão tramados. Mas têm a S. que se preocupa e trabalha 24 sobre 24 num espírito missionário poucas vezes vistos por estas paragens. 

Entretanto conheci a A., uma médica pediatra que resolveu vir em missão de voluntariado uns meses. Fui com ela ver o Joel. Um mês de idade, uma mãe com 16 anos. O Joel está a sufocar-se a si próprio. Tem o tubo da traqueia a fechar-se lentamente. Em portugal, 5 minutos bastavam para aliviar o sofrimento que aquele bébé pequenino e frágil está a passar. É a segunda vez que o visito, em dois dias, e está cada vez pior. Vai morrer se não for evacuado. E a A. não sabe se ele sobrevive até à evacuação (que acontece às sextas feiras). O Hospital, apesar de limpo e o mais organizado possível, não tem nada. Nem garrafas de oxigênio. A A. tem que inventar do ar soluções. Tem que salvar, acompanhar, resolver, semear esperança para que cuidados básicos, primários e fundamentais sejam prestados.
Enquanto isso, os "fat cat´s", estão-se nas tintas e se forem questionados o país fica sem S. e A.´s do mundo.
Os problemas existênciais, morais, fisiológicos e etc´s, são tão pequenos quando olhamos para o mundo tal e qual como ele é. 
Não consigo expressar o que se passa dentro de mim quando vejo o mundo tal como é. E sinto-me tão mais aconchegada quando percebo que a natureza (de alguns) humana pode ser tão extraordináriamente voluntariosa.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Today

Sometimes when i look deep in your eyes i swear i can see your soul


Lyrics by James

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Fui atingida por um relâmpago. Nada vai voltar a ser como antes.

sábado, 1 de novembro de 2008

A lua não mente

Sabiam que a Lua aqui não é mentirosa?
Pensem lá comigo: No equador norte, a lua "mente" (o C quer dizer que está a decrescer e D o contrário), no equador a Sul a lua diz a verdade (pela mesma lógica que apresentei em cima). Ora, estando eu no equador, o que diz a lua???

Eu sei...alguem saberá??


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dias

Aqueles que começam muito bem e acabam como um filme non-sense de mau argumento. Há-os assim. Gaita.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

50

Vou comemorar-te sempre, e comigo tornar-te imortal.

Parabéns

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Maca!

Gaita. Ontem choveu mais aqui em 12 horas, que em portugal o ano inteiro.

Inté parecia que a ilha ia afundar! xÊ!

domingo, 19 de outubro de 2008

@ STP

 a trabalhar... violentamente! 

Mas tirando o trabalho, ter de usar fato com 28 graus e 95% de humidade, destilar aos bocados, falta de luz, internet e AC, mosquitos e que tais, tá-se muito bem.

Rinhau na diáspora!
Vou dar um mergulho...afinal é domingo.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Parecia-me que a terra não seria habitável
se não houvesse alguém que eu pudesse admirar
Simone de Beauvoir

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Zen do Dia

                                   Pollock "The she Wolf"


"O mundo não é verdadeiro, mas é real"

Fernando Pessoa, "O livro do Desassossego"

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Hoje

"Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia"


Shakespeare  "Hamlet"

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Amanhã

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Zen do Dia

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Neu - Negativland

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Zen do Dia





quinta-feira, 11 de setembro de 2008

9/11 numa rua de Lisboa

Mil perdões a todas as vítimas. Mil perdões pelo humor negro (ou infeliz). Mas está muito bem apanhada!

Recriar Deus no CERN




The Large Hadron Collider
Aqui

Desde pequenina que o universo e a sua criação me fascina. Agora no CERN, estão a recriar o big bang. Ou a tentar. Espero que a experiência  responda a tantas dúvidas que todos temos e assolam a minha cabecinha sempre que tem tempo para olhar o ceú e "viajar". Será que é na partícula de boson de Higgs que vamos encontrar a "inexplicabilidade" do universo? Será que nós somos/pertencemos a um universo construído por um Cern qualquer? A rat in a Lab´s rat? 

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Direitos de Autor

Não escrevo grande merda. Nem tiro fotografias do outro mundo.  Resolvi ter uma licença creative commons para resguardar os direitos de autor das minhas fotos, não por achar que são artísticas ou algo de especial, mas apenas porque são minhas. Sinceramente nunca me passou pela cabeça que fosse precisa. Quando retiro qualquer fotografia de outro autor ou cito um texto, faço questão de referir a fonte.  Porque das coisas que mais prezo é a honestidade intelectual. Define carácter ou a falta dele.

Esta conversa toda porque avisaram-me que andam por aí a correr fotos minhas pela web, que não só não referem donde a retiraram, como as colocam como de sua autoria. Até no Hi5 (!!!) encontrei fotos que foram daqui ! E sei quem são. Não estava à espera, que vos passou pela cabeça? Até porque quem em questão, não precisa da "obra" alheia quando o faz melhor que muitos.



sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Pedra Branca

Vi e conheci estes "brazucas" no Crew Hassam graças aos esforços da Helô (menina linda!) em produzi-los, tornar possível o concerto e  intimíssimo.  Umas semanas depois, no palco do sacred fire no Boom. São muito muito bons.

"Feijoada Polifônica"

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Zen para o fim de semana

Alugando, fazendo um "back up" ou simplesmente adquirindo no itunes. Vale bem apena. Baraka.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Acorrentada

O pifo desafiou-me com o que ele chama coisas "típicas de gaijas". God damit pifo, pela descriminação. 

Então a ideia é responder ao inquérito e passar a dois bloguers que passem aqui  pelo covil

1- Se durante 24 horas em férias pudesse assistir aos seguintes eventos, qual a ordem cronológica escolheria fazê-lo: dança/bailado, teatro, exposição, cinema
2- Um filme visto ou revisto recentemente e um filme a ver ou rever.
3- Um livro lido recentemente e um livro a ler ou reler.

1- A ordem era absolutamente irrelevante, visto que todas as propostas me agradam, e muito.Talvez deixasse o cinema para último, à noitinha. Assim não perdia a luz do dia
2- Wall E. Lame eu sei, mas achei uma obra prima! A ver,  batman e o novo dos Coen. A rever, sem dúvida o "The eternal Sunshine of a Spotless Mind", estou necessitada...
4- Irmãos karamazóv (demorei eternidades), e para armar mais ainda ao pingarelho, a lêr Crime e Castigo, também do Dostoiesvky. Estou fã das tragédias russas. São fases. 
A reler "A arte da Guerra" para me devolver alguma astúcia.

E agora passo o testemuno à reggy, minha única  fiel leitora para além do pifo.
Have fun.

domingo, 10 de agosto de 2008

Boom 08


Mochila está pronta, bungalow reservado. Muitas horas no sacred fire são esperadas. Uma semana do outro mundo, noutro mundo, mesmo ali numa ilhota em idanha à nova.
Fui!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

The Return of History and the End of Dreams, by Robert Kagan

Segundo kagan, o mundo regressa ao "normal"


When Kagan writes about the return of history, he uses the word “return” to reflect less his own knowledge of the word than the understanding of other people. The nineties, again, were hardly devoid of the global competition and violent conflict that had defined human history previously, and the United States did not hesitate to capitalize on its new role as the sole remaining superpower standing over a vanquished and depleted Soviet empire (those liberal internationalists today complaining about American “bellicosity,” “unilateralism,” and “hegemony” would do well to study the rhetoric and actions of the Clinton administration). The U.S. rarely hesitated to carry out military interventions abroad, and it did so using a very liberal interpretation of what defined American “national interest.” Kagan helpfully reminds us that from 1989 until 2001—a period beginning with the fall of the Berlin Wall and ending with the terrorist attacks on the World Trade Center and Pentagon—the United States “intervened more frequently than at any other time in its history . . . and far more than any other power in the same stretch of time.” Granted, few if any of these interventions would have been possible under the old Cold War rubric, which prevented American-Soviet combat but encouraged aid to local actors, like the Sandinistas and Contras in Nicaragua. But the post–Cold War, pre-9/11 age was not one of global peace, as the atrocities in the Balkans and Rwanda (not to mention al-Qaida’s infrequent yet devastating strikes) should remind us. History has not so much “returned” as it has been amplified.
Aqui

sábado, 2 de agosto de 2008

Fall

          Cristina Salvador, aqui