terça-feira, 30 de outubro de 2007

Zen do Dia




“Se um dia a pessoa que amas te traír e pensares em atirar-te de um prédio, lembra-te:
O que tu tens são cornos, não são asas!!"

Anónimo

domingo, 28 de outubro de 2007

Farias hoje 49 primaveras.
Pergunto-me que mulher te terias tornado. Pergunto-me como seria eu, a comemorar contigo o teu aniversário. Como seriamos nós se a vida não te tivesse levado de mim à 14 anos. Se a vida te tivesse permitido senti-la, ainda mais, por muito mais tempo.

Não estás aqui. Eu continuo a procurar-te sempre em todos os lugares, em todos os cheiros e memórias.
Parabéns mamã

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Cat Bird Watching

Águia Real, Carrascalinho, Arribas do Douro, Parque Natural do Douro internacional





quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A minha avo casou




este fim de semana, numa cerimónia familiar .
Ela 76, ele 83. Ela o segundo casamento, ele o quarto. Mas com ela foi pela primeira vez. Pelo menos assim ele o diz.

Seguem o início da lua de mel amanhã por pelo menos 3 meses em terras e mares mais quentes...
Vivem os dias como se fosse o último, e um sorriso de encantar.

Vó, melhor que escreveres poesia é vivê-la, n´est pas?

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Conto de Fadas

Era uma vez um rapaz que perguntou a uma linda moça:
- Queres casar comigo?
Ao que ela respondeu:

- Não!

E o rapaz viveu feliz para sempre, foi pescar, jogou futebol,
conheceu muitas outras miúdas, visitou muitos lugares, estava sempre
a sorrir e de bom humor, nunca lhe faltava dinheiro, bebia cerveja
com os amigos sempre que estava com vontade e ninguém mandava nele.

A moça teve celulite, varizes, os peitos caíram e ficou sozinha.

FIM.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Hoje

Matisse


Vive, dizes, no presente.

Vive só no presente.

Mas eu não quero o presente, quero a realidade. Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede. O que é o presente? É uma cousa relativa ao passado e ao futuro. É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem. Eu quero só a realidade, as cousas sem presente. Não quero incluir o tempo no meu esquema.

Não quero pensar nas cousas como presentes, quero pensar nelas como cousas.

Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes. Eu nem por reais as devia tratar. Eu não as devia tratar por nada. Eu devia vê-las, apenas vê-las. Vê-las até não poder pensar nelas, vê-las sem tempo, nem espaço, ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.

É esta a ciência de ver, que não é nenhuma."

Alberto Caeiro

sábado, 6 de outubro de 2007

Monty Python

Argument Clinic

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Ah!

Já agora, o domingos fez ontem anos

diga 32, sr domingos

Os parabéns já foram cantados telefónicamente em modo "performance".

Curiosa

experimentem lá.
Ser curiosos. Sentir naturalmente o que se passa à nossa volta e querer entender o porquê das coisas. Ou a "causa das coisas" tal como diz o título desse livro genial do MEC. Ou voltar à idade dos porquês, porque não?

Confuso?

mas recompensa. Nem que seja, ganha-se paciência.

Olha, vamos parar aí um segundo e pensar no sentido da vida, ou do ciclo da lagarta da batata. Não o filme, o sentido..

Paciência é uma arte lá dizia o meu avô, e os chineses (confúcio...ah pois é) que ao que parece nesse domínio ganham olimpiadas...literalmente.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Sem acesso

Denúncia dos Repórteres Sem Fronteiras
Junta militar da Birmânia aperta controlo sobre Internet e linhas telefónicas
in público


Vamos ver o que dá isto na birmânia. Espero que seja uma pequena forma de chamar a atenção sobre aquele país incrível que ainda vive sobre opressão...
Ando à um ano a planear uma viagem à antiga Indochina...gostava muito de quando a viagem se realizar, conseguir já mais um "visa"

Pode ser, pode pode...

sábado, 29 de setembro de 2007

Kiwi!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Massive Attack - Angel - Lisboa 2007

Foi...

visual
gradual
silêncioso
intenso
tenso
liberto

bolinhas de sabão!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Segunda Feira



Massive Attack.
Os bilhetes já estão no bolso. yeh!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

There is something about it




Klimt
Tree of Life

Mudanças

Tudo muda, tudo se transforma, é sabido.
Quando à um tremor de terra, violento, a reconstrução é lenta e faz-se passo a passo. Há momentos em que pensamos que nada se vai conservar no meio dos escombros, nada ficou de pé e em nada vemos esperança muito menos confiança que vamos conseguir não tornarmo-nos pó.
Depois..
Depois chega o momento que das cinzas aproveitamos o pó para o misturar na argila, moldar. Num momento de distração, algo de original e nunca pensado saí dali. E agarramo-nos a esse momento acreditando que pode ser possivel com criatividade, lucidez e vontade, reconstruir. Ou melhor. Criar de novo.

sábado, 8 de setembro de 2007

Numa manhã de nevoeiro

A – Bem!, está cá um nevoeiro!
B - Ia. Daqui a pouco aparece o D. Sebastião.
C – Nesse caso é melhor não nos virarmos de costas.
B – Porquê? O D. Sebastião era paneleiro?
C – Claro que sim!
B – Porque é que dizes isso?
C – Ouve, o gajo ao invés de ficar a comer cortesãs em Lisboa foi levar dos árabes para o deserto! Com tais prioridades, só posso concluir que era paneleiro!
B – Visto por esse prisma...
C – Ah pois!, meu amigo. Não tarda nada e aparece aí a enrabar-nos aos 3.
B – Nesse caso eu fico para último. Pode ser que lhe passe a vontade depois de vos aviar aos 2.
C – Hum, com 500 anos de espera, acho que não te safas.
A – Ah, não te safas não! Habituado a rabinho castanho, apanha aqui 3 rabinhos brancos...
C – E tu até és o mais rechonchudinho. Tu és logo o primeiro.
A – Ficas todo assado.
C – Até tens direito a uma maçã na boca!, que é para a coisa se fazer com algum protocolo.
A – Pois; que foi aquilo que ele não teve quando se lembrou de ir para o deserto.
B – Mas afinal porque é que ele foi para o deserto?
C – Acho que sofria de taquicardia.
B – O quê?
C – Foi para o deserto a ver se se curava.
B – Vai à merda.
C – Então pá? Tens de encarar a história com criatividade! E é muito mais giro dizer isto que contar simplesmente que foi atrás de uma coisa que já não existia.
A – O que aliás se revelou uma tremenda burrada.
C – Sim; principalmente porque toda a gente sabe que o ar do deserto é péssimo para as taquicardias.
B – Se calhar foi por isso que ficou por lá!
C – Na volta não era só paneleiro. Era também masoquista.
A – Foi um desperdício, é o que foi.
B – De homens, não foi?
A – De recursos!
C – Pois claro; onde é que já se viu um homem com tão pouca saúde ir gastar a pouca que lhe restava no deserto?
B – Mas ele era doente?
C – Já te disse! Sofria de taquicardia!
B – Oh.
A – A sério! Foi quase tão mau para a saúde dele como foi para nós a restauração da independência.
B – Para nós?
A – Sim, para Portugal! Já olhaste bem para a Espanha? Não te parece que estávamos bem melhor como espanhóis?
B – Mas a independência é um feito histórico!
C – Também o Nazismo.
B – Não podes comparar.
C – Não comparo. Só acho que o gajo que se lembrou da restauração tinha os amigos errados.
A – Não foi um gajo, foi uma gaja.
B – Uma gaja?
A – Sim, uma coxa que batia no marido. Mas não sei se era da família do último gajo.
B – Qual último gajo?
C – O paneleiro.
B – O D. Sebastião?
C – Sim, o que perdeu a independência!
A – Pois. O paneleiro.
B – Mas porque é que vocês dizem que ele era paneleiro?
C – Não se casou, pois não?
B – Também era novo!
C – Mais uma razão para ficar cá a comer gajas nuas ao invés de mouros montados.
A – Aliás, foi o facto deles estarem montados que o atraiu para lá!
C – E tu ainda duvidas que ele era paneleiro?
B – Parece-me que vocês estão a exagerar. Falem-me mas é da restauração. Foi uma gaja, foi?
A – Quer dizer; tivémos um rei.
C – Sim, mas ela é que usava as calças.
A – Sim; ele andava de saias.
C – Andava de saias?
A – Andavam todos de saias.
B – Porquê? Não havia alfaiates?
C – Claro que havia! Caso contrário quem é que faria as saias?
A – Ó miúdo; era uma questão de moda!
B – Não havia calças?
A – Sim. Mas eram tipo collants.
C – Portanto, também era uma coisa assim meio bicha.
B – Estou a ver que naqueles tempos ser bicha tinha saída.
C – Podes crer. Pelo menos para a fogueira da inquisição tinha uma saída garantida.
B – Mas andavam todos de saias?
A – Não. Alguns andavam de collants.
B – Mas devia haver calças sem serem collants, não?
A – Sim. A plebe andava com calças. Mas era sarrapilheira. Era péssimo. Dava cabo dos tomates.
C – Se calhar é por causa disso que os tomates são enrugados!
A – Men, isso não faz sentido nenhum. A sarrapilheira não faz rugas na pele; assa-a mas é!
C – Bom, mas nesse caso deviam ser bem rijos!, para resistir à fricção!
B – Isso não devia dar jeito nenhum na cama; vocês já imaginam os colhões a bater em cheio? Devia ser uma dor do caraças para as mulheres, ali uma coisa a fazer bonc bonc bonc.
C – Tipo caixa de música.
B – A não ser que as mulheres nessa altura também fossem rijas das partes baixas!
C – Nesse caso a coisa seria mais tipo castanholas.
B – Os filmes porno passavam a vender as bandas sonoras.
A – Ó malta; é sexo não é uma orquestra.
B – Bem, mas eu quando me venho até canto!
C – Ia; o miúdo tem razão, existem algumas semelhanças.
A – Sim, lá isso é verdade. No entanto, acho que não iria gostar, com aquilo sempre a bater, acabaria por se tornar irritante. Faz dores de cabeça!
C – Isso não é garantido. Hoje em dia não bates castanholas e mesmo assim elas queixam-se de dores de cabeça.
B – Pelo menos já teriam razões para ter dores de cabeça!, com aquela merda sempre a fazer bonc bonc bonc.
A – Lá nisso tens razão.
B – Olha que se a Igreja tem descoberto isso, tinham a luta da castidade ganha.
C – Pelo menos até aparecerem aspirinas!
A – Isso seria diferente. Um tipo para foder tinha de tomar drogas.
C – Isso iria mudar radicalmente a visão que a sociedade tem das drogas.
A – Ou do sexo!
C – Seja como for, isso é que seria uma diferença.
B – Olha!, vem lá a nossa boleia.
A – Já não era sem tempo. Estou gelado.
C – Ia. Está um frio!
A – Daqui a bocado estou a bater castanholas com os dentes.
B – Pena que não seja como dantes; se fosse, a esta hora, estavas a ter um orgasmo.

Luri Brás Tempo, "Contos Falados"

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Yann Tiersen



Este sim, sabe tocar o seu instrumento

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Death in Vegas - Hands around my Throat

Yeh!




Encontrei no outro dia a miserável mesquinhez numa esquina de vidas. Olhou para mim e fiz de conta que não a reconhecia. Não a queria reconhecer. Ver é reconhecer que existem. E bem próximas, mesmo aqui.

Mas desta vez retribuí o olhar.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Agosto

Dia de parvalheira. Lisboa está deserta. Deitei-me no jardim, a apanhar sol nas bochechas. Não fosse o vento estava perfeito. Os meus cães deliciaram-se a apavorar criancinhas enquanto eu lia o meu livro.
Amanhã, recomeço. Mas sem trânsito e metro à pinha.

Lisboa em agosto parece férias. Na primavera.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Cheiro


Lembro-me. Quando tu me vinhas buscar ao fim de semana, andavamos de teatro em teatro. Fazia as sestas nos bancos da plateia, no camarim punha perucas, pintava-me, melhor, borrava-me, vestia todos os adereços, sabia textos de cor, dava opiniões altamente elucidadas e lúcidas (segundo o que me dizias) quando não gostava.
Fazia barulho nos ensaios porque descobri, nos fundos do teatro aberto (na altura gravavam lá à tarde de sábado o club amigos disney!), o carrinho do tio patinhas com pedais, volante e tudo. O paraíso! Tu pedias para ir pedalar para a entrada, ou ir brincar com a senhora que fazia os fatos que te via em palco.
Lembro-me do Marlowe. Do que me ria quando um personagem caia para dentro de um alçapão.Dos gritos do encenador (hoje famoso por isso mesmo ) na casa da comédia. De vestir-me e borrar-me com todas aquelas cores da maquilhagem no camarim. Da Eva péron e de não me teres deixado ver a peça, nem os ensaios! Do Volpone e tu a fazeres de "lady galinha", cheia de penas pirosas e unhas postiças! De chorar por mais! Da Caterine, no "Bruscamente no verão passado" Fui ver-te às escondidas com a minha avó, he he

Mas recordo em especial a casa, ou melhor, o quarto que tinhas num altíssimo 5º andar sem elevador, na rua das janelas verdes, coladinha ao museu de arte antiga. Prédio antigo. Eu com uns 6/7 anos. Esse quarto, cheio de quinquelharias, "velharias" que hoje chamam "vintage" , marroquinaria, chariots, adereços recordação, acessorios mil, e uma manequim sem cabeça cheia de lenços, perucas, brincos, cintos, chapeús, e claro...sapatos, muitos e de muitas formas e cores. A cama, baixa provavelmente por ser um colchão no chão (hoje, a cama japonesa), cheia de almofadas. Um gira discos. Discos e livros espalhados. Muito papel. Desenhos. Muitas brincadeiras. Muitas coreografias. Calor. Muitos risos.

De um namorado ( como é que ele se chamava) ter ficado em sangue por tentar apanhar um gato preto que eu insisti que queria, só para ver se me fazia as vontaditas.

A caixinha com a bailarina que dança quando lhe davas corda. Tinha fotografias e cartas. Andavas com ela para todo o lado. Tinhamos um ritual com essa caixa, lembras-te? A cada fotografia que tirava, contavas-me uma histório, a cada brinco uma memória. E a bailarina a dançar, dançar

Da tua baba, na primeira fila, a ver os meus saraus da escola de balett .
Dos chocolates comidos entre lençois.
Tornaste-te "verde", meteste na cabeça que iamos ser macrobióticas. Bolos sem ovos mãe?!

A praia das maçãs, a luisa, o goya e o chibico. a Ana. A onda que nos levou as sandálias e mochila.
As gagalhadas que demos na relva naquele fim de tarde, já tu doente.

O cheiro a Hallibut, a nivea, Champô HEra de maçã (que é feito dele?).O cheirinho da mata de Sintra a cruzar com a maresia da praia das mãças.

Tantos os odores (e) memórias te trazem em silêncio às saudades que sinto. Aquecem o momento em que me lembro de ti. Da falta que me fazes. Da falta que me fizeste.

Qualquer dia estou com a idade em que morreste. Te eternizaste.

Aqui serás sempre a minha diva, minha mãe. E Heroína.
Ironias

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Ajudinha

Alguém me ensina e colocar imagens neste bloguer?

quinta-feira, 5 de julho de 2007

De repente

Cai-me este festival em cima!
http://www.musica.iol.pt/noticia.php?id=822726&div_id=3321

Lufada de ar....mas só para estragar descubro que Air e Quemical tocam no mesmo dia em locais diferentes. Porra! Vão se lixar! Estão a gozar! Um bom espectáculo e boa festa que os festivais não ainda à muito nos costumavam presentiar, escasseiam..

É assim....dão-me um chocolate twix, e obrigam-me a ter que o dividir.

terça-feira, 27 de março de 2007

...

Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar.

Sophia de Mello Breyner, Obra Poética

quinta-feira, 8 de março de 2007

Dia da Mulher?

Não há nada que me enerve mais. Dia da mulher, dia da avó, dia da mãe, pai, tia, primos e primas. Sendo eu própria uma mulher , que raio fiz de especial, além de ter nascido com a benção (discutível) feminina, para ter direito a um dia mundial da minha condição? "Para nos lembrar-mos das lutas femininas", dizem mais entendidas. Não estamos já no séc. XXI? Não vos cheira a descriminação positiva em conjunto com mais uma manobrazinha comercial?
Se alguém me "ofenderecer" mais com uma flôr que seja hoje (HOje), leva com ela na cabeça.