domingo, 11 de novembro de 2007

Chicooooooo !

Chicos espertos

Evito-os. Não consigo é evitar que eles existam. Pensava que estava em controle do meu pequeno "muro universo". Que nele, chicos só iam fazer pequenas passagens que não fossem evitáveis por mim. Coisas de pré-maturidade.

Claro que para variar enganei-me. Nem do alto do meu muro de gata consegui a distância segura. Felinos, eles andam aí. Em todo o lado. Agora aprenderam a arte de serem actores. Mas daquelas novelas da tvi que topamos à distância. Com audiência máxima! Às vezes olho para eles e apetece-me fazer como no programa da maria....dobrar para espanhol. Ou mandarim que absurdo por absurdo, fica mais surreal.

Um dia escrevo aqui as minhas "investigações sociais" sobre a variedade e tipos de chicos. Ando numa fase muito pouco verbalizante, não me apetece escrever, a paciência é pouca e o sentido de humor está abaixo de zero. Como a estação, estou a mudar a folha por isso deixo aqui uma frase que verbaliza o que me passa pela alma hoje, domingo véspera de mais uma semana de "body shopping" no trabalho...

"Não surge um único pensamento importante do qual a estupidez não saiba imediatamente aproveitar-se, ela pode mover-se em qualquer direcção e assumir todos os trajes da verdade. A verdade, essa só tem um traje, um só caminho".

Robert Musil "O homem sem qualidades". Ed. Livros do Brasil.





quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Where the Hell is Matt?

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Zen do Dia




“Se um dia a pessoa que amas te traír e pensares em atirar-te de um prédio, lembra-te:
O que tu tens são cornos, não são asas!!"

Anónimo

domingo, 28 de outubro de 2007

Farias hoje 49 primaveras.
Pergunto-me que mulher te terias tornado. Pergunto-me como seria eu, a comemorar contigo o teu aniversário. Como seriamos nós se a vida não te tivesse levado de mim à 14 anos. Se a vida te tivesse permitido senti-la, ainda mais, por muito mais tempo.

Não estás aqui. Eu continuo a procurar-te sempre em todos os lugares, em todos os cheiros e memórias.
Parabéns mamã

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Cat Bird Watching

Águia Real, Carrascalinho, Arribas do Douro, Parque Natural do Douro internacional





quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A minha avo casou




este fim de semana, numa cerimónia familiar .
Ela 76, ele 83. Ela o segundo casamento, ele o quarto. Mas com ela foi pela primeira vez. Pelo menos assim ele o diz.

Seguem o início da lua de mel amanhã por pelo menos 3 meses em terras e mares mais quentes...
Vivem os dias como se fosse o último, e um sorriso de encantar.

Vó, melhor que escreveres poesia é vivê-la, n´est pas?

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Conto de Fadas

Era uma vez um rapaz que perguntou a uma linda moça:
- Queres casar comigo?
Ao que ela respondeu:

- Não!

E o rapaz viveu feliz para sempre, foi pescar, jogou futebol,
conheceu muitas outras miúdas, visitou muitos lugares, estava sempre
a sorrir e de bom humor, nunca lhe faltava dinheiro, bebia cerveja
com os amigos sempre que estava com vontade e ninguém mandava nele.

A moça teve celulite, varizes, os peitos caíram e ficou sozinha.

FIM.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Hoje

Matisse


Vive, dizes, no presente.

Vive só no presente.

Mas eu não quero o presente, quero a realidade. Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede. O que é o presente? É uma cousa relativa ao passado e ao futuro. É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem. Eu quero só a realidade, as cousas sem presente. Não quero incluir o tempo no meu esquema.

Não quero pensar nas cousas como presentes, quero pensar nelas como cousas.

Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes. Eu nem por reais as devia tratar. Eu não as devia tratar por nada. Eu devia vê-las, apenas vê-las. Vê-las até não poder pensar nelas, vê-las sem tempo, nem espaço, ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.

É esta a ciência de ver, que não é nenhuma."

Alberto Caeiro

sábado, 6 de outubro de 2007

Monty Python

Argument Clinic

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Ah!

Já agora, o domingos fez ontem anos

diga 32, sr domingos

Os parabéns já foram cantados telefónicamente em modo "performance".

Curiosa

experimentem lá.
Ser curiosos. Sentir naturalmente o que se passa à nossa volta e querer entender o porquê das coisas. Ou a "causa das coisas" tal como diz o título desse livro genial do MEC. Ou voltar à idade dos porquês, porque não?

Confuso?

mas recompensa. Nem que seja, ganha-se paciência.

Olha, vamos parar aí um segundo e pensar no sentido da vida, ou do ciclo da lagarta da batata. Não o filme, o sentido..

Paciência é uma arte lá dizia o meu avô, e os chineses (confúcio...ah pois é) que ao que parece nesse domínio ganham olimpiadas...literalmente.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Sem acesso

Denúncia dos Repórteres Sem Fronteiras
Junta militar da Birmânia aperta controlo sobre Internet e linhas telefónicas
in público


Vamos ver o que dá isto na birmânia. Espero que seja uma pequena forma de chamar a atenção sobre aquele país incrível que ainda vive sobre opressão...
Ando à um ano a planear uma viagem à antiga Indochina...gostava muito de quando a viagem se realizar, conseguir já mais um "visa"

Pode ser, pode pode...

sábado, 29 de setembro de 2007

Kiwi!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Massive Attack - Angel - Lisboa 2007

Foi...

visual
gradual
silêncioso
intenso
tenso
liberto

bolinhas de sabão!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Segunda Feira



Massive Attack.
Os bilhetes já estão no bolso. yeh!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

There is something about it




Klimt
Tree of Life

Mudanças

Tudo muda, tudo se transforma, é sabido.
Quando à um tremor de terra, violento, a reconstrução é lenta e faz-se passo a passo. Há momentos em que pensamos que nada se vai conservar no meio dos escombros, nada ficou de pé e em nada vemos esperança muito menos confiança que vamos conseguir não tornarmo-nos pó.
Depois..
Depois chega o momento que das cinzas aproveitamos o pó para o misturar na argila, moldar. Num momento de distração, algo de original e nunca pensado saí dali. E agarramo-nos a esse momento acreditando que pode ser possivel com criatividade, lucidez e vontade, reconstruir. Ou melhor. Criar de novo.

sábado, 8 de setembro de 2007

Numa manhã de nevoeiro

A – Bem!, está cá um nevoeiro!
B - Ia. Daqui a pouco aparece o D. Sebastião.
C – Nesse caso é melhor não nos virarmos de costas.
B – Porquê? O D. Sebastião era paneleiro?
C – Claro que sim!
B – Porque é que dizes isso?
C – Ouve, o gajo ao invés de ficar a comer cortesãs em Lisboa foi levar dos árabes para o deserto! Com tais prioridades, só posso concluir que era paneleiro!
B – Visto por esse prisma...
C – Ah pois!, meu amigo. Não tarda nada e aparece aí a enrabar-nos aos 3.
B – Nesse caso eu fico para último. Pode ser que lhe passe a vontade depois de vos aviar aos 2.
C – Hum, com 500 anos de espera, acho que não te safas.
A – Ah, não te safas não! Habituado a rabinho castanho, apanha aqui 3 rabinhos brancos...
C – E tu até és o mais rechonchudinho. Tu és logo o primeiro.
A – Ficas todo assado.
C – Até tens direito a uma maçã na boca!, que é para a coisa se fazer com algum protocolo.
A – Pois; que foi aquilo que ele não teve quando se lembrou de ir para o deserto.
B – Mas afinal porque é que ele foi para o deserto?
C – Acho que sofria de taquicardia.
B – O quê?
C – Foi para o deserto a ver se se curava.
B – Vai à merda.
C – Então pá? Tens de encarar a história com criatividade! E é muito mais giro dizer isto que contar simplesmente que foi atrás de uma coisa que já não existia.
A – O que aliás se revelou uma tremenda burrada.
C – Sim; principalmente porque toda a gente sabe que o ar do deserto é péssimo para as taquicardias.
B – Se calhar foi por isso que ficou por lá!
C – Na volta não era só paneleiro. Era também masoquista.
A – Foi um desperdício, é o que foi.
B – De homens, não foi?
A – De recursos!
C – Pois claro; onde é que já se viu um homem com tão pouca saúde ir gastar a pouca que lhe restava no deserto?
B – Mas ele era doente?
C – Já te disse! Sofria de taquicardia!
B – Oh.
A – A sério! Foi quase tão mau para a saúde dele como foi para nós a restauração da independência.
B – Para nós?
A – Sim, para Portugal! Já olhaste bem para a Espanha? Não te parece que estávamos bem melhor como espanhóis?
B – Mas a independência é um feito histórico!
C – Também o Nazismo.
B – Não podes comparar.
C – Não comparo. Só acho que o gajo que se lembrou da restauração tinha os amigos errados.
A – Não foi um gajo, foi uma gaja.
B – Uma gaja?
A – Sim, uma coxa que batia no marido. Mas não sei se era da família do último gajo.
B – Qual último gajo?
C – O paneleiro.
B – O D. Sebastião?
C – Sim, o que perdeu a independência!
A – Pois. O paneleiro.
B – Mas porque é que vocês dizem que ele era paneleiro?
C – Não se casou, pois não?
B – Também era novo!
C – Mais uma razão para ficar cá a comer gajas nuas ao invés de mouros montados.
A – Aliás, foi o facto deles estarem montados que o atraiu para lá!
C – E tu ainda duvidas que ele era paneleiro?
B – Parece-me que vocês estão a exagerar. Falem-me mas é da restauração. Foi uma gaja, foi?
A – Quer dizer; tivémos um rei.
C – Sim, mas ela é que usava as calças.
A – Sim; ele andava de saias.
C – Andava de saias?
A – Andavam todos de saias.
B – Porquê? Não havia alfaiates?
C – Claro que havia! Caso contrário quem é que faria as saias?
A – Ó miúdo; era uma questão de moda!
B – Não havia calças?
A – Sim. Mas eram tipo collants.
C – Portanto, também era uma coisa assim meio bicha.
B – Estou a ver que naqueles tempos ser bicha tinha saída.
C – Podes crer. Pelo menos para a fogueira da inquisição tinha uma saída garantida.
B – Mas andavam todos de saias?
A – Não. Alguns andavam de collants.
B – Mas devia haver calças sem serem collants, não?
A – Sim. A plebe andava com calças. Mas era sarrapilheira. Era péssimo. Dava cabo dos tomates.
C – Se calhar é por causa disso que os tomates são enrugados!
A – Men, isso não faz sentido nenhum. A sarrapilheira não faz rugas na pele; assa-a mas é!
C – Bom, mas nesse caso deviam ser bem rijos!, para resistir à fricção!
B – Isso não devia dar jeito nenhum na cama; vocês já imaginam os colhões a bater em cheio? Devia ser uma dor do caraças para as mulheres, ali uma coisa a fazer bonc bonc bonc.
C – Tipo caixa de música.
B – A não ser que as mulheres nessa altura também fossem rijas das partes baixas!
C – Nesse caso a coisa seria mais tipo castanholas.
B – Os filmes porno passavam a vender as bandas sonoras.
A – Ó malta; é sexo não é uma orquestra.
B – Bem, mas eu quando me venho até canto!
C – Ia; o miúdo tem razão, existem algumas semelhanças.
A – Sim, lá isso é verdade. No entanto, acho que não iria gostar, com aquilo sempre a bater, acabaria por se tornar irritante. Faz dores de cabeça!
C – Isso não é garantido. Hoje em dia não bates castanholas e mesmo assim elas queixam-se de dores de cabeça.
B – Pelo menos já teriam razões para ter dores de cabeça!, com aquela merda sempre a fazer bonc bonc bonc.
A – Lá nisso tens razão.
B – Olha que se a Igreja tem descoberto isso, tinham a luta da castidade ganha.
C – Pelo menos até aparecerem aspirinas!
A – Isso seria diferente. Um tipo para foder tinha de tomar drogas.
C – Isso iria mudar radicalmente a visão que a sociedade tem das drogas.
A – Ou do sexo!
C – Seja como for, isso é que seria uma diferença.
B – Olha!, vem lá a nossa boleia.
A – Já não era sem tempo. Estou gelado.
C – Ia. Está um frio!
A – Daqui a bocado estou a bater castanholas com os dentes.
B – Pena que não seja como dantes; se fosse, a esta hora, estavas a ter um orgasmo.

Luri Brás Tempo, "Contos Falados"

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Yann Tiersen



Este sim, sabe tocar o seu instrumento

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Death in Vegas - Hands around my Throat

Yeh!




Encontrei no outro dia a miserável mesquinhez numa esquina de vidas. Olhou para mim e fiz de conta que não a reconhecia. Não a queria reconhecer. Ver é reconhecer que existem. E bem próximas, mesmo aqui.

Mas desta vez retribuí o olhar.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Agosto

Dia de parvalheira. Lisboa está deserta. Deitei-me no jardim, a apanhar sol nas bochechas. Não fosse o vento estava perfeito. Os meus cães deliciaram-se a apavorar criancinhas enquanto eu lia o meu livro.
Amanhã, recomeço. Mas sem trânsito e metro à pinha.

Lisboa em agosto parece férias. Na primavera.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Cheiro


Lembro-me. Quando tu me vinhas buscar ao fim de semana, andavamos de teatro em teatro. Fazia as sestas nos bancos da plateia, no camarim punha perucas, pintava-me, melhor, borrava-me, vestia todos os adereços, sabia textos de cor, dava opiniões altamente elucidadas e lúcidas (segundo o que me dizias) quando não gostava.
Fazia barulho nos ensaios porque descobri, nos fundos do teatro aberto (na altura gravavam lá à tarde de sábado o club amigos disney!), o carrinho do tio patinhas com pedais, volante e tudo. O paraíso! Tu pedias para ir pedalar para a entrada, ou ir brincar com a senhora que fazia os fatos que te via em palco.
Lembro-me do Marlowe. Do que me ria quando um personagem caia para dentro de um alçapão.Dos gritos do encenador (hoje famoso por isso mesmo ) na casa da comédia. De vestir-me e borrar-me com todas aquelas cores da maquilhagem no camarim. Da Eva péron e de não me teres deixado ver a peça, nem os ensaios! Do Volpone e tu a fazeres de "lady galinha", cheia de penas pirosas e unhas postiças! De chorar por mais! Da Caterine, no "Bruscamente no verão passado" Fui ver-te às escondidas com a minha avó, he he

Mas recordo em especial a casa, ou melhor, o quarto que tinhas num altíssimo 5º andar sem elevador, na rua das janelas verdes, coladinha ao museu de arte antiga. Prédio antigo. Eu com uns 6/7 anos. Esse quarto, cheio de quinquelharias, "velharias" que hoje chamam "vintage" , marroquinaria, chariots, adereços recordação, acessorios mil, e uma manequim sem cabeça cheia de lenços, perucas, brincos, cintos, chapeús, e claro...sapatos, muitos e de muitas formas e cores. A cama, baixa provavelmente por ser um colchão no chão (hoje, a cama japonesa), cheia de almofadas. Um gira discos. Discos e livros espalhados. Muito papel. Desenhos. Muitas brincadeiras. Muitas coreografias. Calor. Muitos risos.

De um namorado ( como é que ele se chamava) ter ficado em sangue por tentar apanhar um gato preto que eu insisti que queria, só para ver se me fazia as vontaditas.

A caixinha com a bailarina que dança quando lhe davas corda. Tinha fotografias e cartas. Andavas com ela para todo o lado. Tinhamos um ritual com essa caixa, lembras-te? A cada fotografia que tirava, contavas-me uma histório, a cada brinco uma memória. E a bailarina a dançar, dançar

Da tua baba, na primeira fila, a ver os meus saraus da escola de balett .
Dos chocolates comidos entre lençois.
Tornaste-te "verde", meteste na cabeça que iamos ser macrobióticas. Bolos sem ovos mãe?!

A praia das maçãs, a luisa, o goya e o chibico. a Ana. A onda que nos levou as sandálias e mochila.
As gagalhadas que demos na relva naquele fim de tarde, já tu doente.

O cheiro a Hallibut, a nivea, Champô HEra de maçã (que é feito dele?).O cheirinho da mata de Sintra a cruzar com a maresia da praia das mãças.

Tantos os odores (e) memórias te trazem em silêncio às saudades que sinto. Aquecem o momento em que me lembro de ti. Da falta que me fazes. Da falta que me fizeste.

Qualquer dia estou com a idade em que morreste. Te eternizaste.

Aqui serás sempre a minha diva, minha mãe. E Heroína.
Ironias

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Ajudinha

Alguém me ensina e colocar imagens neste bloguer?

quinta-feira, 5 de julho de 2007

De repente

Cai-me este festival em cima!
http://www.musica.iol.pt/noticia.php?id=822726&div_id=3321

Lufada de ar....mas só para estragar descubro que Air e Quemical tocam no mesmo dia em locais diferentes. Porra! Vão se lixar! Estão a gozar! Um bom espectáculo e boa festa que os festivais não ainda à muito nos costumavam presentiar, escasseiam..

É assim....dão-me um chocolate twix, e obrigam-me a ter que o dividir.